dias estranhos
ando tumultuada, angustiada, pensamentos de futuro e não futuro
a angustia de morte, que vem quando muda o paladar
e se para de sentir o gosto da vida
achando bom doer as costas pra despistar a dor da alma
uma dor de não sentir
de não ver um amanhã
o vazio do coração leva a isto tudo
17 julho 2016
27 junho 2016
30 janeiro 2015
quando pensei em voltar aqui, pensei? e se eu contar? não poderia.
estou aqui por outra razão, não por esta. vivi coisas demais. fiz mudanças. entrei e sai de lugares que eu voltaria, mas não agora. as almas precisam penar por ai antes. vivi pra mim mesma. me perdoei. deixei o tempo passar e o vi passar. dei segundas, terceiras, inúmeras chances pra mim mesma, principalmente. persisti, meio que desistindo, mas sabendo que tentaria novamente. fracassei. fracassei bastante. me encontrei, me acalmei, me amei. apenas vivi e me permiti viver. estou melhor. sinto falta, obvio, do que foi, mas é temporário. talvez mais uns anos e o que foi ficará onde tem que estar. longe. mesmo se próximo, longe. saberei ignorar. basta olhar mais uma vez pra ver que não é nada do que idealizou. pq o que achou que ama é o que idealizou, nao o que é. o que é é o que é, aquilo que não te toca nem te situa em si mesmo. destoa. mas vc se esquece da aberração da realidade e ainda acha ser o que é. ainda vai acontecer. acalme-se. persista. viva. está indo bem.
26 outubro 2013
25 outubro 2013
17 outubro 2013
cabelos crescem
me orgulho de não ser uma covarde. me orgulho de não ter medo da dor e do amor. nunca fui evasiva. usei mais interrogações que reticências na vida. orgulho-me. percebo-me. percebo a mim. são apenas riscos. cabelos crescem.
06 outubro 2013
04 outubro 2013
01 outubro 2013
passeio
conheci uma menina
passei bons momentos ao seu lado
era observadora e destemida
aparentava um olhar confiante
disfarçava bem suas incertezas
ela via os tropeços com bons olhos
e o mundo com ótimos olhos
estava solitária, mas não infeliz
havia uma felicidade interna nela
como uma luz incansável
era observadora, mas não julgava
observava o diferente
se posicionava e seguia
identificação ou não identificação
e permanece a apreciação
15 setembro 2013
13 julho 2013
caranguejo da flor de riso
sê minha esperança, cavaleiro andante. em meus valores que já vi há tantos serem jogados ao lixo. dê sentido para a amizade, para a fidelidade. dê valor para quem tem tanto amor, sem achar serventia para ele. vê em mim algo bom que eu sei ter. sê a minha segunda chance. sê o sentido do perdão, mesmo se não existir o pecado. sê minha esperança. seja o meu amor.
18 junho 2013
São Paulo
quantas vezes vaguei solitária pela cidade
admirada pelo tamanho
rostos por mim passavam
retrovisores que por mim cruzavam
desconhecidos
multidão sem identidade
hoje caminho pela cidade
admirada pelo tamanho
inspirada pelas bandeiras
envolvida pelas vozes
essa multidão tem identidade
31 maio 2013
30 maio 2013
25 maio 2013
30 abril 2013
travessa 12
a porta se abriu
o espírito se formou na leveza
saltou na poeira
chutou o vento
o caminho se estreitou
procurou-se em si
achou os sonhos
correr fugir
o mundo o alcançou
no sonho apegou
no espírito buscou
mas o tempo o chutou
desconstrução
cada parte visível e não fragmentada possibilita o reconhecimento. o reconhecimento de cada, por si, em seu locus. a continuidade do processo. reconhecer pra seguir. desconstruir para construir.
16 dezembro 2012
infância dura e leitura feminista
aprendi a me defender
mas aprendi tão bem que acabo atacando antes de ser ameaçada
volta
me diga algo que não doa
aproxime-se, mas se envolva
não finja que tudo é efêmero
pois o instante transfigurou-se em eterno momento
olhe ao redor quando se olhar
e olha no fundo que alma haverá
esse vazio é sua pedra
mas que caminho chato seria sem ela
vem pra sua vida
que nela já estou te aguardando
mas quando chegar
me diga algo
algo que não doa