25 outubro 2010

canto meu

lá onde não mais se vai
se dá a volta pois não se sai
é lá que entro pra ficar
agacho, me acolho, bastou aconchegar

aqui estou, e só
da solidão de quem quer estar só
sem dó, apenas por valer estar
onde me acho e

pra me tornar uma mulher, das do tipo que se enfrenta e à vida, o melhor é encarar sozinha, aprender fazendo, enfrentar desavenças com cautela e inteligência, acreditando, com fé. fazer planos curtos, curtíssimo e um ou outro longo. sendo que os curtos fazem sofrer quando desencaminham, mas da tempo de reverter; os curtíssimos foda-se se der treta, tem mais fins de semana no mundo, mais cidades, mais drogas; os longos são a pura metamorfose da construção, junção de reflexões, de foda-ses, de esperas, de afobações, de sexos, de paixões, de dor e muita alegria. o que não abro mão é de viver o que eu planejo e não o que pautam pra mim. gosto de causar, de agitar, ver até onde posso com as pessoas, comigo mesma, com meus sonhos e desejos, com minhas contra versões, loucuras racionais. o que quero é viver de instintos e razões, mas advindos do meu ser, não de terceiros. nada melhor ser só quando ainda se conservam os que se ama e os que te despertam. tesão