sê minha esperança, cavaleiro andante. em meus valores que já vi há tantos serem jogados ao lixo. dê sentido para a amizade, para a fidelidade. dê valor para quem tem tanto amor, sem achar serventia para ele. vê em mim algo bom que eu sei ter. sê a minha segunda chance. sê o sentido do perdão, mesmo se não existir o pecado. sê minha esperança. seja o meu amor.
13 julho 2013
18 junho 2013
São Paulo
quantas vezes vaguei solitária pela cidade
admirada pelo tamanho
rostos por mim passavam
retrovisores que por mim cruzavam
desconhecidos
multidão sem identidade
hoje caminho pela cidade
admirada pelo tamanho
inspirada pelas bandeiras
envolvida pelas vozes
essa multidão tem identidade
31 maio 2013
30 maio 2013
25 maio 2013
30 abril 2013
travessa 12
a porta se abriu
o espírito se formou na leveza
saltou na poeira
chutou o vento
o caminho se estreitou
procurou-se em si
achou os sonhos
correr fugir
o mundo o alcançou
no sonho apegou
no espírito buscou
mas o tempo o chutou
desconstrução
cada parte visível e não fragmentada possibilita o reconhecimento. o reconhecimento de cada, por si, em seu locus. a continuidade do processo. reconhecer pra seguir. desconstruir para construir.
16 dezembro 2012
infância dura e leitura feminista
aprendi a me defender
mas aprendi tão bem que acabo atacando antes de ser ameaçada
volta
me diga algo que não doa
aproxime-se, mas se envolva
não finja que tudo é efêmero
pois o instante transfigurou-se em eterno momento
olhe ao redor quando se olhar
e olha no fundo que alma haverá
esse vazio é sua pedra
mas que caminho chato seria sem ela
vem pra sua vida
que nela já estou te aguardando
mas quando chegar
me diga algo
algo que não doa
07 novembro 2012
28 janeiro 2012
10 junho 2011
08 maio 2011
diário
Na verdade não sei mais o que quero da vida. Passei anos querendo estudar mais e mais pra me tornar alguém interessante e agora não me vejo assim. Eu só seria interessante se soubesse muito de algo, se dominasse algum assunto ou soubesse fazer algo interessante. Hoje não me vejo mais como uma possível escritora, não me tornei a economista que queria ser e nem me aprofundei o suficiente na filosofia como queria. Entrei na universidade que queria, mas não alcancei o status de pesquisadora que faria com que todos esses anos de ciência fizesse algum sentido. Deixei pra trás minha família e vê-los tão pouco é muito ruim. Me deixa mais perdida do que já sou. Estar longe do porto é confuso às vezes. Mas apesar que não pretendo me prender a isso. As pessoas não são fixas, suas pernas e essa mobilidade tem que ser usada. Acho que devemos estar onde nos cabe a cada momento. Não pretendo me fixar em algo enquanto não tenho filhos. Quando estes existirem, terei que me fixar por algum tempo mais extenso em algum lugar, mais pelo referencial de pessoas e hábitos que é importante alguém carregar consigo e não quero privar os meus filhos disso. Mas, enquanto eles não existem, não há porque me prender a um solo e depois que eles se formarem também não vejo porque me prender a um solo. Se fixar é uma situação de conforto que prefiro não ter, pois acho que o conforto aniquila o que deveria ser atiçado. Bom, pelo menos isso me tranquiliza por hora. Andei pensando se não deveria voltar para meu ninho, para me sentir menos só, menos desanimada com os estudos, pois lá há minha família que espera muito de mim, que cobra meus resultados. Mas agora me sinto algo mais animada, agora, escrevendo, ouvindo um ótimo violão sendo destrinchado pelo Baden, agora me animo um pouco, pelo menos. Estou numa situação confortável aqui e talvez seja isto que está me incomodando. Tenho um bom emprego, perto de casa, numa cidade grande e riquíssima, moro numa casa ótima com pessoas lindas. É tudo correto demais, que já me define, já sinaliza que devo permanecer apenas. Antes, sem casa, passando aperto, eu me via com mais possibilidades de tentar coisas diferentes e a bagunça me deixava mais animada, pois sabia que precisava lutar. Agora consegui até a afeição momentânea de um artista de verdade, autêntico alimento. É tudo correto demais pra mim, dando certo demais e isso gera uma pressão imensa, de que tenho que manter o que conquistei e conseguir o que falta. Mas eu sei que não vou conseguir. Isso me desanima tanto. Ao mesmo tempo que deveria estar me deliciando com tudo, apenas cobro mais e mais de mim. Talvez não tenho perdido de todo meu sonho inicial de ser escritora. Quis continuar estudando pra ser boa escritora. Quero pesquisar para conseguir escrever com preciosidade. Esse foi o meu sonho desde os tempos do colégio e já tinha me esquecido dele. Como pude? Deixei a engenharia porque não se escrevia, quis ir pra economia pra saber bem quando fosse criticar as engrenagens do mundo, vim pra sociologia pra entender as pessoas se agrupando ou sendo agrupadas ou agindo por sua iniciativa. Tudo teve um objetivo maior. Como me deixei escapar dele? Procuro um amor porque não consigo me encontrar, por isso fico querendo alguém que me encontre. Em BH, em SP, não está neste ou naquele lugar, está onde eu estiver pois o que procuro carrego junto. Companhia é maravilhoso, boa companhia é demais, autêntica companhia é mais do que mereço. Mas é companhia, não mais que isso. Não quero dar minha vida pra alguém, quero apenas dividir minhas horas, o que já é demais. O meu rumo tem que vir de dentro de mim. Estou tão desanimada e perdida porque achei um conforto maior do que esperava. Minha natureza é terreno pedregoso, não terra roxa. Onde vim parar e como permanecer aqui? Obrigada por minha família estar bem e não precisar de mim, obrigada pelo bom trabalho, obrigada pelos amigos interessantes, obrigada pelas companhias maravilhosas! Obrigada por afastar os problemas para que eu consiga vencer com calma. É, tenho que vencer essa pra valer o tanto que recebo.
06 maio 2011
26 março 2011
10 março 2011
agradecimento final
A humildade 'e algo inesquecivel, mas o que um animal pode ensinar a um companheiro humano nao tem limites.
A cada dia ele foi uma grande alegria, ainda mais quando nos tornamos o convivio entre iguais dificil. Uma criatura
Docil, sempre entendia quando era bem vindo desde a porta do quarto. Se aproximava para deixarnos menos so,
Para odeferecer seu carinho, seu rabinho abanando, seu amor. Nos trazia tantas alegrias quando se divertia com
A agua da mangueira, que lavar a varanda sempre foi a tarefa domestica preferida de toda casa. E dormia no seu
Pequeno e acabado sofa sem nunca se incomodar quando sentassem junto, te espremendo no cantinho na hora
Do almoço. Voce foi sempre o elo da casa, aproximou-nos, pois, apesar das nossas diferenças compartilhavamos,
Todos, um grande amor por voce, filhote. Muito obrigada de todo o meu ser por tudo que me deu. Voce 'e inesquecivel,
Branquinho. Hoje choro por uma enorme razao, toda branquinha que corre atras do rabo e prova com seus incriveis
Olhinhos doces que 'e uma vida feita por Deus e que cumpriu o seu maravilhoso papel, espalhando amor. Va em paz
Pra seu cantinho descançar. Ja provou verdades demais pra nos. Provou com sua vida a ignorancia de nos humanos,
Que deveriamos cuidar de quem necessita das nossas habilidades humanas em vez de fazer sofrer. Perdoa-nos, branquinho,
E va em paz.
11 dezembro 2010
amores
restou algo de cada. não haveria de ser diferente. cada erica de cada tempo, com cada companhia, cada esforço, cada devaneio, cada uma fazendo o que vejo refletido agora.
há um muro que não é fusco nem translúcido, ele me reflete e nele a identificação de que tanto careço surge. eu.
sem medo de copiar, já que os retalhos não formarão cópias, sim novos seres.
cada peça que compôs o momento merece ser relembrada e ganhar seu lugar na formação.
vejamos o que passou e já foi absorvido: é, prevaleceu. basta um mínimo esforço mental para perceber. agora os outros: devo apenas guardá-los, relembrá-los. compor mente e corpo com o contato do que foi autêntico. sim, me aproximei de seres autênticos, a mais rica fonte. agora é hora de concluir essa parte para tornar a me abrir pro resto. buscar apenas depois da concentração. depois de colocar na estante sabendo que esta etapa foi encerrada e tenho em mim suas conclusões tão lúcidas que elas sou eu.