o que decorre da terrível esperança pode alcançar mais, até a volúpia da liberdade.
ocorre que se deve evitar, ante ao ponto extremo, aquilo que mais poderia ser influenciado e torná-lo inerte.
num castigo ou numa brincadeira de estátua,
o que não age será premiado.
20 janeiro 2008
16 janeiro 2008
desconexo

a sexualidade já não anda tranquila com a realidade. bastou deixar de ver o que havia à frente e as fantasias correrem soltas. bastou pouco pra perder lugar às minhas vistas uma singela personificação da afetividade.
o movimento anarquista submergiu às suas ideologias muito do que a racionalidade e a lógico pontuaram como o caminho mais curto. a partir daí percebeu-se que não se casa o lúdico com o concreto, e restou apenas o que não se explica, pois até os números tomam outra forma quando são contaminados.
guardei minhas amigas num galinheiro.
explico-me: estivemos correndo de um leão, mas este só não nos devorou por fanfarrisse. já sem muita agilidade, combinei o que tive em mãos e a oportunidade da desatenção camuflando nosso aspecto e nosso cheiro com o das galinhas. Quando a fanfarrisse felina se findou pude acordar do sonho sem sustos.
05 janeiro 2008
25 abril 2007
e?
Quando a ação remete ao cansaço
o pensar à dúvida
o curtir ao remorso
o sofrer ao exílio
a amizade ao cuidado
o beijo ao amanhã
a preguiça à preocupação
o estudo a sua serventia
a viagem à volta
o expor ao reflexo
o novo às interligações
o ócio ao sustento
E volta o recomeço a hesitar-me
sem sombra da certeza nas questões que tento responder
o que fazer? apenas hesito... já em estado contínuo.
29 março 2007
boas lembranças
É engraçado falar isso, mas não me sinto mais atormentada por medos que já me consumiram outrora. Sei do meu lugar em minha vida e prezo por perpetuá-lo quando me ocupo comigo mesma de forma intensa e apaixonada. Não é a companhia que me traz derradeira felicidade, embora exista certeza de que boas companhias são essenciais para cultivar o sorriso nos lábios. A alegria tem que vir de dentro, e pra buscá-la basta-me a consciência de que ela exista.
Existem percalços na vida de todos, humanos e pecadores aos olhos de alguns. Movimentados pelo destino, ficamos à mercê de façanhas, mas elas não são de tudo surpresas. A surpresa existe, mas o sentimento sincero a revela de forma sutil sempre que se faz necessário preparar o coração para sua chegada. Vendo isto, viver parece até fácil. Mas é claro que sabemos que não o é.
É estranho me ver falar disso, mas há uma paz dentro de mim que anseia por se materializar nas palavras. É a paz que a liberdade, o sentir-se satisfeita e sem temores me proporcionam. Talvez me sinta uma emulsão de homem e mulher, composta de forma dolorosa e complementar, mas inteira, sem busca da outra metade, apenas consciente da necessidade de que, além de feliz, preciso carregar meu sorriso em todas as etapas por percorrer.
Ter minha vida por minhas mãos, e graças a Deus e minha família, feita à minha maneira, escrava apenas da liberdade que procuro.
26 março 2007
...
Contruímos pelas próprias idéias os conceitos de certo e errado, então por que tornar-se escravos destes conceitos? Se ele nos tira o sono, por que não os modificamos para assim obter a tranqüilidade? Não obstante, é esperado que nossa consciência faça de seus portadores indubitavelmente seus prestadores de conta, sendo esta a forma que ela tem pra dominar nossas vidas, deixando que soframos ao contrariá-la.
06 março 2007
Diferença Induzida
O método é simples: Você relata o fato catastrófico e depois se justifica, fala do quanto se esforçou, de como não teve culpa. E isso do jeito que quiser: é você quem manda.
Agora é minha vez: Eu vou contar o mesmo fato, ou outro se for o caso, mas do meu modo, dando meus exemplos e detalhes, e logo em seguida... Bom, eu não vou me justificar. Hoje eu acordei diferente. Estou a fim de falar do pouco que me esforcei, do que não deixei de fazer e de que realmente não estou triste pelo acontecido.
Mas...
Eu fico te ouvindo e vendo o quanto somos diferentes. Não acho que tenho feito o máximo. Fiz o que foi possível levando-se em conta todo o resto. Não estou triste comigo mesma. É uma pena que o tempo passasse de uma forma diferente pra mim. Não que o tempo seja curto, mas é tumultuado. Estava difícil? Não, foram até mais complacentes desta vez. Quem falhou fui eu, assim como já falhei diversas vezes na vida. Já os fatores exógenos, eles sempre irão contribuir para nossa queda, não os considere tão relevantes. Temos que treinar para não cair. Mas chorar? Ah... Não por tão pouco. Serviu para que fique menos presunçosa.
14 fevereiro 2007
tumulto, silêncio... Tumulto.
A Luz é o tumulto
que traz o êxtase e o imediatismo
Só o Imediato é capaz de conciliar o impulso e o sentir profundo
mas o sentir profundo parece Raso nas ondas do tumulto.
A Sombra é o silêncio
Tão simples e inspirante material
que busca, dentro dos sentimentos, a resposta armazenada
Encontrá-la, porém, é Simples
basta olhar os cintilantes sorrisos dispersos nas Intensas ondas do tumulto.
08 janeiro 2007
Resumindo Lembranças Recentes
Comecei com um tropeço que teve diversos motivos para acontecer, portanto não foi nenhuma queda brusca. Mas um tropeço é sempre um tropeço, independente de suas justificativas. Por alguns instantes achei que ele iria afetar toda a caminhada dali em diante, então busquei outro caminho.
Esforcei-me nesta outra caminhada, tão perturbadora, aflita, um verdadeiro desafio que a deixou em uma forma encantadora, e este foi o principal motivo da minha permanência. Resolvi, no momento seguinte, entregar-me de corpo e alma nesta jornada, transpor quaisquer barreiras com paciência, persistência e amor. Entreguei-me tanto que não olhava mais para os lados, para os atalhos que poderia pegar. Como se tivesse viseiras de burro ao redor dos olhos, seguia apenas minha diretriz inicial.
Absorta com a novidade de um desafio, não via o quanto me machucava, o quanto me arranhava, sangrava, ardia, o quanto caía. Desta vez não eram apenas tropeços, eram quedas findadas.
Até que... cheguei ao extremo. Tive que parar para ser medicada. Aproveitei o momento para pensar: o que me levou a sair do outro caminho? E agora, o que é um tropeço perto do estado lamentável que me encontro?
Desisti da caminhada. Melhor que seja no meio do caminho que arriscar-me a conhecer seu final. Não ia querer deparar com um abismo.
18 dezembro 2006
28 outubro 2006
27 das luzes
são vagas sensações misturadas a dúvidas e medos. não tenho uma idéia clara em minha cabeça sobre o que quero falar, já que o querer é tanto, mas a vontade que não se materializa. como se estivesse fora do meu estado sóbrio e tentasse concluir um raciocínio seqüencial e pormenorizado. é como estar na ponta da língua, ao ponto ótimo de se aproximar, vendo o silêncio do espaço de sua fala acontecer... e vacilar. são sensações fortes, mas desconexas, paradoxais, descabidas e, portanto, vagas.
...
vi um caminho que me estava sendo insistentemente mostrado.
vi fleches de um sonho distante.
vi um passado presente e marcando sua existência intensamente.
me vi visada, desejada, querida.
antes me vi esnobada, perdida.
me vi em sonho e me toquei.
um novo rumo? acho que a luz brilhou foi pro velho que não ultrapassado.
19 setembro 2006
SimultâNeo
Faz algum sentido ser o apenas,
O que fez algo ou alguém sem algo ou alguém fazendo junto?
A razão do estar, a lembrança do momento.
Se fosse apenas você... O quê?
Nem se iria lembrar, pois não faz sentido.
O sentir simultâneo,
O impulso, o trabalho, o desejo,
A força, a saudade, o sorriso,
A alegria simultânea é a que se faz intensa.
Se apenas você, duraria menos que uma breve recordação.
Não faz sentido ser apenas um quando se pode tocar simultaneamente uma vida sonhada junto.
14 setembro 2006
Virando uma página
Encaro uma vida torta
Um hoje diferente e pior que o ontem
Vejo e me choco com meus erros
Já não é mais criatividade que existe em mim
É ignorância abusada
O sonho se desfaz
O pesadelo vira realidade
A vida perdeu seu encanto
E eu me desenganei
Talvez eu desista
Mas dizem que isto é covardia
E o que eu vivo hoje?
Não seria covardia o seu atual adjetivo?
Sem minha inocência
Com meus vícios
Sem a técnica
Com a burrice
Uma a mais
E não acrescentando como outrora
Agora apenas mais uma preocupação
E não tão doce
Melhor pensar em algo antes que desista
Melhor fazer algo
Melhorar-me que já é tarde.
20 agosto 2006
18 agosto 2006
O prelúdio do Bêbado vis-à-vis a Equilibrista.
Keynes = esteta.
Como já foi lembrado em uma histórica conversa madura e analítica {que talvez não se tenha dito nada, mas marcou minha história desta forma antes descrita} , enfim, como já foi dito e só agora faz-se sentido realmente, o problema principal não é querer falar tudo o que está em sua mente, é consegui-lo. O sentimento foi forte, marcou o presente momento {o que continuo achando que seja este o objetivo natural dos sentimentos}, mas coisificar tal sentimento se torna demais para uma cabeça que busca mais respostas que suas perguntas são capazes de complementar.
O que falta aos passos de alguém o oposto de mim? Falta-lhe o que em meu caminho não se comportou nem a idéia de como se forma a sombra desta coisa. O que complementaria os passos opostos é mais do que me possa fazer conhecido, afinal: a realidade das pessoas neste mundo se difere diasporicamente; os sonhos dos seres pensantes só se assemelham por possuírem a parte comum de serem sonhos; o complemento das almas é matéria inóspita aos conselhos alheios; e já é fato que o terreno da vida é fecundo a qualquer espécie de ideologia. Talvez seja possível explicar em parte a dor no peito que se sente ao se defrontar com a ação inesperada de um amigo: não há como compreendê-lo em sua essência.
O que resta é invejar sua posição de não acomodação. É inspirar-me na força de quem nasce um filósofo, um buscador do conhecimento pleno e nem tanto inalcançável. É aprender a enxergar além das próprias viseiras e perceber a inconsistência monoideística.
Recato-me à minha vexada insignificância e prepotente influência. Ou seria minha vexada influência e prepotente insignificância? Enfim, encerro agradecendo a generosa doação de material pensante que a companhia na conversa de ontem me ofertou. Muito mais do que poderia saber que carecia. Obrigada!
16 agosto 2006
Apenas concluindo.
É apenas uma imagem
Sem reflexo, sem outro ângulo.
É uma receita simples de como sofrer.
É um jogo que só pode ter um final.
Ou você o termina, e sai ganhando.
Ou terminam com você, e não há nada mais que a levante.
E a história se repete.
Novos ódios que viram paixões enlouquecedoras.
Casinhos abafados que poderiam ter neles todo o amor do mundo que você não veria.
Não veria porque está perto demais para reparar.
