Comecei com um tropeço que teve diversos motivos para acontecer, portanto não foi nenhuma queda brusca. Mas um tropeço é sempre um tropeço, independente de suas justificativas. Por alguns instantes achei que ele iria afetar toda a caminhada dali em diante, então busquei outro caminho.
Esforcei-me nesta outra caminhada, tão perturbadora, aflita, um verdadeiro desafio que a deixou em uma forma encantadora, e este foi o principal motivo da minha permanência. Resolvi, no momento seguinte, entregar-me de corpo e alma nesta jornada, transpor quaisquer barreiras com paciência, persistência e amor. Entreguei-me tanto que não olhava mais para os lados, para os atalhos que poderia pegar. Como se tivesse viseiras de burro ao redor dos olhos, seguia apenas minha diretriz inicial.
Absorta com a novidade de um desafio, não via o quanto me machucava, o quanto me arranhava, sangrava, ardia, o quanto caía. Desta vez não eram apenas tropeços, eram quedas findadas.
Até que... cheguei ao extremo. Tive que parar para ser medicada. Aproveitei o momento para pensar: o que me levou a sair do outro caminho? E agora, o que é um tropeço perto do estado lamentável que me encontro?
Desisti da caminhada. Melhor que seja no meio do caminho que arriscar-me a conhecer seu final. Não ia querer deparar com um abismo.