Faz algum sentido ser o apenas,
O que fez algo ou alguém sem algo ou alguém fazendo junto?
A razão do estar, a lembrança do momento.
Se fosse apenas você... O quê?
Nem se iria lembrar, pois não faz sentido.
O sentir simultâneo,
O impulso, o trabalho, o desejo,
A força, a saudade, o sorriso,
A alegria simultânea é a que se faz intensa.
Se apenas você, duraria menos que uma breve recordação.
Não faz sentido ser apenas um quando se pode tocar simultaneamente uma vida sonhada junto.
19 setembro 2006
SimultâNeo
14 setembro 2006
Virando uma página
Encaro uma vida torta
Um hoje diferente e pior que o ontem
Vejo e me choco com meus erros
Já não é mais criatividade que existe em mim
É ignorância abusada
O sonho se desfaz
O pesadelo vira realidade
A vida perdeu seu encanto
E eu me desenganei
Talvez eu desista
Mas dizem que isto é covardia
E o que eu vivo hoje?
Não seria covardia o seu atual adjetivo?
Sem minha inocência
Com meus vícios
Sem a técnica
Com a burrice
Uma a mais
E não acrescentando como outrora
Agora apenas mais uma preocupação
E não tão doce
Melhor pensar em algo antes que desista
Melhor fazer algo
Melhorar-me que já é tarde.
20 agosto 2006
18 agosto 2006
O prelúdio do Bêbado vis-à-vis a Equilibrista.
Keynes = esteta.
Como já foi lembrado em uma histórica conversa madura e analítica {que talvez não se tenha dito nada, mas marcou minha história desta forma antes descrita} , enfim, como já foi dito e só agora faz-se sentido realmente, o problema principal não é querer falar tudo o que está em sua mente, é consegui-lo. O sentimento foi forte, marcou o presente momento {o que continuo achando que seja este o objetivo natural dos sentimentos}, mas coisificar tal sentimento se torna demais para uma cabeça que busca mais respostas que suas perguntas são capazes de complementar.
O que falta aos passos de alguém o oposto de mim? Falta-lhe o que em meu caminho não se comportou nem a idéia de como se forma a sombra desta coisa. O que complementaria os passos opostos é mais do que me possa fazer conhecido, afinal: a realidade das pessoas neste mundo se difere diasporicamente; os sonhos dos seres pensantes só se assemelham por possuírem a parte comum de serem sonhos; o complemento das almas é matéria inóspita aos conselhos alheios; e já é fato que o terreno da vida é fecundo a qualquer espécie de ideologia. Talvez seja possível explicar em parte a dor no peito que se sente ao se defrontar com a ação inesperada de um amigo: não há como compreendê-lo em sua essência.
O que resta é invejar sua posição de não acomodação. É inspirar-me na força de quem nasce um filósofo, um buscador do conhecimento pleno e nem tanto inalcançável. É aprender a enxergar além das próprias viseiras e perceber a inconsistência monoideística.
Recato-me à minha vexada insignificância e prepotente influência. Ou seria minha vexada influência e prepotente insignificância? Enfim, encerro agradecendo a generosa doação de material pensante que a companhia na conversa de ontem me ofertou. Muito mais do que poderia saber que carecia. Obrigada!
16 agosto 2006
Apenas concluindo.
É apenas uma imagem
Sem reflexo, sem outro ângulo.
É uma receita simples de como sofrer.
É um jogo que só pode ter um final.
Ou você o termina, e sai ganhando.
Ou terminam com você, e não há nada mais que a levante.
E a história se repete.
Novos ódios que viram paixões enlouquecedoras.
Casinhos abafados que poderiam ter neles todo o amor do mundo que você não veria.
Não veria porque está perto demais para reparar.