Um olhar que não se esquiva
Um quase sorriso.
Um silêncio persistente
Uma trilha sonora mental.
Um carinho nos ombros.
Um coração palpitante
Com a consciência tranqüila
E a sensação de obrigação feita.
Um rosto feliz no espelho.
20 agosto 2006
18 agosto 2006
O prelúdio do Bêbado vis-à-vis a Equilibrista.
Nota que faltou:
Keynes = esteta.
Como já foi lembrado em uma histórica conversa madura e analítica {que talvez não se tenha dito nada, mas marcou minha história desta forma antes descrita} , enfim, como já foi dito e só agora faz-se sentido realmente, o problema principal não é querer falar tudo o que está em sua mente, é consegui-lo. O sentimento foi forte, marcou o presente momento {o que continuo achando que seja este o objetivo natural dos sentimentos}, mas coisificar tal sentimento se torna demais para uma cabeça que busca mais respostas que suas perguntas são capazes de complementar.
O que falta aos passos de alguém o oposto de mim? Falta-lhe o que em meu caminho não se comportou nem a idéia de como se forma a sombra desta coisa. O que complementaria os passos opostos é mais do que me possa fazer conhecido, afinal: a realidade das pessoas neste mundo se difere diasporicamente; os sonhos dos seres pensantes só se assemelham por possuírem a parte comum de serem sonhos; o complemento das almas é matéria inóspita aos conselhos alheios; e já é fato que o terreno da vida é fecundo a qualquer espécie de ideologia. Talvez seja possível explicar em parte a dor no peito que se sente ao se defrontar com a ação inesperada de um amigo: não há como compreendê-lo em sua essência.
O que resta é invejar sua posição de não acomodação. É inspirar-me na força de quem nasce um filósofo, um buscador do conhecimento pleno e nem tanto inalcançável. É aprender a enxergar além das próprias viseiras e perceber a inconsistência monoideística.
Recato-me à minha vexada insignificância e prepotente influência. Ou seria minha vexada influência e prepotente insignificância? Enfim, encerro agradecendo a generosa doação de material pensante que a companhia na conversa de ontem me ofertou. Muito mais do que poderia saber que carecia. Obrigada!
Keynes = esteta.
Como já foi lembrado em uma histórica conversa madura e analítica {que talvez não se tenha dito nada, mas marcou minha história desta forma antes descrita} , enfim, como já foi dito e só agora faz-se sentido realmente, o problema principal não é querer falar tudo o que está em sua mente, é consegui-lo. O sentimento foi forte, marcou o presente momento {o que continuo achando que seja este o objetivo natural dos sentimentos}, mas coisificar tal sentimento se torna demais para uma cabeça que busca mais respostas que suas perguntas são capazes de complementar.
O que falta aos passos de alguém o oposto de mim? Falta-lhe o que em meu caminho não se comportou nem a idéia de como se forma a sombra desta coisa. O que complementaria os passos opostos é mais do que me possa fazer conhecido, afinal: a realidade das pessoas neste mundo se difere diasporicamente; os sonhos dos seres pensantes só se assemelham por possuírem a parte comum de serem sonhos; o complemento das almas é matéria inóspita aos conselhos alheios; e já é fato que o terreno da vida é fecundo a qualquer espécie de ideologia. Talvez seja possível explicar em parte a dor no peito que se sente ao se defrontar com a ação inesperada de um amigo: não há como compreendê-lo em sua essência.
O que resta é invejar sua posição de não acomodação. É inspirar-me na força de quem nasce um filósofo, um buscador do conhecimento pleno e nem tanto inalcançável. É aprender a enxergar além das próprias viseiras e perceber a inconsistência monoideística.
Recato-me à minha vexada insignificância e prepotente influência. Ou seria minha vexada influência e prepotente insignificância? Enfim, encerro agradecendo a generosa doação de material pensante que a companhia na conversa de ontem me ofertou. Muito mais do que poderia saber que carecia. Obrigada!
16 agosto 2006
Apenas concluindo.
É apenas uma imagem
Sem reflexo, sem outro ângulo.
É uma receita simples de como sofrer.
É um jogo que só pode ter um final.
Ou você o termina, e sai ganhando.
Ou terminam com você, e não há nada mais que a levante.
E a história se repete.
Novos ódios que viram paixões enlouquecedoras.
Casinhos abafados que poderiam ter neles todo o amor do mundo que você não veria.
Não veria porque está perto demais para reparar.
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